Poesia21 ago 2026
Sobre o adiar de viver
por Paulo
num abismo dividido entre crédito e débito
até se arrepender de vender a alma, viver é o bastante.
na reta da guilhotina, despencando de cabeça pra baixo
e calcanhares pra cima, fugindo do silêncio
o vendedor de buzina é quem anda sempre apressado.
que o apito abafe o ruído das traças que me habitam
e o agudo que eu baforo me ensurdeça.
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