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Marginália
Tradução27 jun 2026

Lugares Escuros para Louvar

uma tradução por André Medeiros
Apor André Medeiros
Se uma tábua fica uma semana
Num lote ou fundo de quintal,
Eu levanto ela com um dedo,
Com a ponta de um graveto.
Já vi um escorpião carmesim
Feito uma lagosta hibernada,
Feito um arco-íris submerso;
Lacraias & insetos sem nome
Rolavam na lama agitados.
Primeira lição: o belo
Também morde. Eu quis
Tocar pinças vermelhas—
Guerreiros que poupam os seus,
Aglomerados numa cidade isenta
Do castigo da luz solar. O podre
Determinismo só um dedo abaixo
Do solo. Na escuridão dos
Opostos, como os medos raciais
Noturnos, de novo sou atraído
Para a concepção e o parto. Raízes
De hera & mirtilo seguram tábuas
No chão. Na sujeira celular
& caligrafia do excremento,
A dádiva da luz é
Lei & armamento.
Praising Dark Places
Yusef Komunyakaa
If an old board laid out in a field
Or backyard for a week,
I’d lift it up with a finger,
A tip of a stick.
Once I found a scorpion
Crimson as a hibernating crawfish
As if a rainbow edged underneath;
Centipedes & unnameable
Insects sank into loam
With a flutter. My first lesson:
Beauty can bite. I wanted
To touch scarlet pincers—
Warriors that never zapped
Their own kind, crowded into
A city cut off from the penalty
Of sunlight. The whole rotting
Determinism just an inch beneath
The soil. Into the darkness
Of opposites, like those racial
Fears of the night, I am drawn again,
To conception & birth. Roots of ivy
& farkleberry can hold a board down
To the ground. In this cellular dirt
& calligraphy of excrement,
Light is a god-headed
Law & weapon.
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